A Chave de Salomão || José Rodrigues dos Santos



Há já algum tempo que queria voltar a José Rodrigues dos Santos e à saga Tomás Noronha. Finalmente, concretizei essa minha vontade e com um livro que superou todas as expectativas. E, pasmem-se, não foi a estória central que me agarrou mas sim a história dentro desta estória. É por isso que gosto sempre de voltar a JRS, porque aprendo sempre mais alguma coisa e termino o livro muito mais rica.

Em A Chave de Salomão acompanhamos, uma vez mais, Tomás Noronha numa das suas aventuras. Depois de Frank Bellamy, um dos dirigentes da CIA, ser encontrado morto com uma estranha mensagem nas mãos, Tomás Noronha é apontado como o principal suspeito desse crime. E, para provar a sua inocência, terá de desvendar o enigma que Bellamy deixou aquando da sua morte.

Ao longo do livro, e para solucionar o tal enigma, é feita uma abordagem muito interessante e completa sobre Física Quântica (uma área que me apaixona, apesar de serem parcos os meus conhecimentos e dotes matemáticos!). E foi precisamente esta a parte que mais me fascinou. Recorrendo a uma série de estudos científicos e da apresentação da história e evolução da física quântica, somos confrontados com algo que é cada vez mais aceite pela comunidade científica (e não só): a nossa consciência influencia parcialmente a realidade.

A ciência já o conseguiu provar, por mais relutante e estranho que isto possa parecer. A verdade é que os estudos apontam para isso mesmo, a nossa consciência tem a capacidade de interferir, de forma parcial, na nossa realidade física. Além disso, o próprio Universo também tem essa capacidade, ou seja, o Universo é também uma espécie de consciência. Confuso, eu sei. Mas se quiserem aprofundar mais este tema, a leitura deste livro pode ser uma óptima ajuda. Para mim foi, sem dúvida.

Se têm interesse ou curiosidade pela área da física quântica, só posso recomendar-vos que leiam A Chave de Salomão. Acreditem que, no final, sentir-se-ão muito mais ricos (e, talvez, um pouco confusos, mas vale a pena!).

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