Um livro que aborda a
espionagem no feminino durante as duas grandes guerras, ou seja, um assunto que
muito me apraz. Quem me conhece, sabe o quanto eu sou obcecada com a história
relativa às guerras mundiais, principalmente no que diz respeito à segunda
guerra. Há sempre um pensamento latente na minha mente – é preciso recordar a
história para não voltar a repeti-la. E vivo num pânico quase constante de que,
um dia, voltemos a tempos de guerra e fome, de ditadura e morte. Por isso,
leio, estudo, informo-me e passo a palavra.
Voltando a este livro, só posso dizer que foi uma
agradável surpresa. Eve e Charlie, duas mulheres de diferentes gerações. Eve,
lutando contra os fantasmas e os traumas do passado, depois de uma dura
carreira como espia ao serviço dos Aliados durante a primeira grande guerra.
Charlie, uma jovem grávida que procura desesperadamente saber o que aconteceu à
sua prima e melhor amiga Rose, que desapareceu durante a segunda guerra mundial.
O destino destas duas mulheres cruza-se, não por acaso, e juntas vão desfiando
um rosário de culpa, medo, arrependimento, desespero e coragem.
Como já o disse, gosto imenso de livros com personagens
femininas, personagens fortes, corajosas e com um certo tormento latente que as
impulsiona a dar mais um passo na concretização dos seus objectivos. E, neste
livro, encontrei, uma vez mais, isso mesmo.
O único senão foi mesmo o romance lá pelo meio. Na minha
opinião, era desnecessário. A personagem Finn não acrescenta nada à história
principal. Preferia que a história se centrasse apenas nas duas personagens
femininas, explorando mais o intrincado de emoções que as define.
Assim sendo, só posso recomendar este livro, ideal para
estes dias de chuva em que só apetece estar em casa no sofá!
E agradeço, uma vez mais, à Porto Editora, por continuar
a proporcionar-me leituras tão boas e tão ricas!

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